terça-feira, 10 de março de 2009
Rabisco.
Hoje acordei sentindo que a vida não vale para ser vivida por uma só pessoa individualista. As coisas não acontecem para um só. Nem por um só. Para quem direcionar o sorriso de quando algo dá certo se vive os momentos sem mais ninguem? E pra quem resmungar quando o sol não é simpático e sua alma é banhada pelo mais fétido mal humor? Pra quem destina aquele abraço? Para o vento? Se nunca tiver alguem para consolar, não irá precisar fazê-lo: mas ai então morrer sem nunca ter feito? Qual o sentido? Nada mais lindo que aparar uma lágrima, e dizer a ela pra não se preocupar. Haja o que houver nunca viva sozinha. Porque... com certeza não é a maneira mais feliz.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Abraço.

Como pode um simples ato significar tanto? Um abraço pode dizer muitas coisas. Ele pode ser triste ou estar sorrindo. Pode estar com saudade, sentindo falta ou simplesmente com medo. O abraço pode amar! Apaixonadamente. Ele pode gritar, ou ser rápido, ou demorar o quanto for necessário. Existe o abraço de cumprimento, de consolo, o tímido. O abraço de amigo. O eterno do reencontro, que se pudesse se desfaria jamais. Existe o abraço que chora, carente e necessita um abraço. O abraço quente e sensual que arrepia. São tantos que passaria horas descrevendo um a um, e mesmo assim provavelmente esqueceria de muitos.
Um abraço não tem hora nem local. Um abraço é sublime! É perfeito... Um abraço não se pede, apesar de as vezes precisar. Abraçar vai além de um ato físico. Nada melhor que um abraço nos momentos ruins. Nada mais seguro que o abraço da pessoa que ama. Não quero viver um dia sem pensar em abraçar. Um abraço envolve e quase que sussurra ao ouvido. Abraço é sincero, é vital.
Mas acima de tudo, de todos os abraços. Não tem o que supere o seu abraço. Te abraçar é estar no céu, seguro de todas as coisas. É como o mais doce sonho... Não existe palavras que o definam.
PRECISO DO SEU ABRAÇO!
Um abraço não tem hora nem local. Um abraço é sublime! É perfeito... Um abraço não se pede, apesar de as vezes precisar. Abraçar vai além de um ato físico. Nada melhor que um abraço nos momentos ruins. Nada mais seguro que o abraço da pessoa que ama. Não quero viver um dia sem pensar em abraçar. Um abraço envolve e quase que sussurra ao ouvido. Abraço é sincero, é vital.
Mas acima de tudo, de todos os abraços. Não tem o que supere o seu abraço. Te abraçar é estar no céu, seguro de todas as coisas. É como o mais doce sonho... Não existe palavras que o definam.
PRECISO DO SEU ABRAÇO!
Por acaso.
Foi por acaso que te conheci. Naquele dia ensolarado, apesar de não ser um dia tão comum, acordei a mesma hora que estava acostumado e também fiz as mesmas coisas de sempre. Apesar de dessa vez estar com uma ansiedade sussurrando no fundo do peito. Encontrei as mesmas pessoas no mesmo local. Como fizemos tantas outras vezes. Todos riam, conversavam, brincavam... Uma hora ou outra um se aquietava e por fim todos se concentravam e as coisas mais aleatorias passavam pela cabeça. Tudo como sempre foi. Normal pra quase todas as pessoas.
Foi quase que por acidente que te conheci. Lá estava eu, sorrindo, aproveitando o momento. Todos falavam comigo, eu era momentâneamente interessante. Os que não queriam dicas ou aprender a fazer as coisas que eu fazia eram aqueles que elogiavam, ou simplesmente os que se viam na necessidade de conversar, e aí papo fluía. Eu estava na cobertura do que parecia ser uma casa. E não foi por acidente que você subtamente roubou minha atenção e meu sorriso. Aconteceu algo que não sei ainda explicar. Você vinha, acompanhada. Meu olhos te seguiram por alguns segundos, ou talvez tenham sido alguns minutos, isolados de todas as pessoas, como se o tempo estivesse parado: A menina de jeans e allstar batido. Aquela com munhequeira xadrez vermelha e preta, usando óculos, franja jogada de lado cobrindo a testa. As boxexas coradas. O sorriso mais perfeito.
"Bi... Bi!". Foi como acordar de um sonho. Ainda não completamente situado olhei para o lado que a mão me puxava pelo ombro. O dono dela pronunciou várias palavras que por fim formaram frases. Frases das quais não faço idéia das letras que a constituíram. Totalmente sem sentido, como se pronunciadas em outra lingua. O sonho, pela primeira vez... era real.
Pode ter sido por acaso que nossos caminhos foram cruzados. Pode ter sido um acidente o simples fato da menina que eu conheci naquele dia, tão pouco fora do normal, ter simplesmente estado presente nos meus pensamentos desde então. Pode ter sido sem querer que me apaixonei. Mas com certeza não foi por acaso que aquele sorriso transformou-se parte do meu corpo. Não foi acidente quando minha alma se completou, se fundiu. Não é mais questão de querer, é simples e puramente questão de ser. E eu sou. Mas só sou pela menina que você é, a alma que me completa, a parte que faltava pra me tornar assim... vivo.
Estou com você até quando durmo. Seu rosto é a obcessão da qual minha mente foi diagnosticada. Fecho os olhos e quase posso ouvir sua voz, sua doce e sincera voz. Cada segundo longe de você se converge em alimento para a saudade. Saudade que só diminui com seu abraço. Diminui, mas não morre. Impossível não ter saudades, não sentir falta. Troco qualquer dinheiro, qualquer bem, na verdade troco qualquer coisa... pelo seu beijo. Te amar não é só sentir, mas também é crescer. É aprender. Te amar é ter a chance de poder sorrir. É viver. E com você quero viver até que o tempo já não nos permita mais respirar, e quando essa hora chegar, continuarei te amando pra onde quer que minha alma viaje. E sem dúvida... estaremos juntos.
Aquele dia não terminou da melhor maneira para algumas interpretações. Mas sem ele, o que teria para ser? Eu nunca ia saber também, ninguem ia. Destino ou não... não existe caminho melhor do que aquele que não podemos manipular.
Um ano, seis meses e duas semanas. É o tempo que me conheço de verdade.
Sempre seu,
Eu-lírico.
Foi quase que por acidente que te conheci. Lá estava eu, sorrindo, aproveitando o momento. Todos falavam comigo, eu era momentâneamente interessante. Os que não queriam dicas ou aprender a fazer as coisas que eu fazia eram aqueles que elogiavam, ou simplesmente os que se viam na necessidade de conversar, e aí papo fluía. Eu estava na cobertura do que parecia ser uma casa. E não foi por acidente que você subtamente roubou minha atenção e meu sorriso. Aconteceu algo que não sei ainda explicar. Você vinha, acompanhada. Meu olhos te seguiram por alguns segundos, ou talvez tenham sido alguns minutos, isolados de todas as pessoas, como se o tempo estivesse parado: A menina de jeans e allstar batido. Aquela com munhequeira xadrez vermelha e preta, usando óculos, franja jogada de lado cobrindo a testa. As boxexas coradas. O sorriso mais perfeito.
"Bi... Bi!". Foi como acordar de um sonho. Ainda não completamente situado olhei para o lado que a mão me puxava pelo ombro. O dono dela pronunciou várias palavras que por fim formaram frases. Frases das quais não faço idéia das letras que a constituíram. Totalmente sem sentido, como se pronunciadas em outra lingua. O sonho, pela primeira vez... era real.
Pode ter sido por acaso que nossos caminhos foram cruzados. Pode ter sido um acidente o simples fato da menina que eu conheci naquele dia, tão pouco fora do normal, ter simplesmente estado presente nos meus pensamentos desde então. Pode ter sido sem querer que me apaixonei. Mas com certeza não foi por acaso que aquele sorriso transformou-se parte do meu corpo. Não foi acidente quando minha alma se completou, se fundiu. Não é mais questão de querer, é simples e puramente questão de ser. E eu sou. Mas só sou pela menina que você é, a alma que me completa, a parte que faltava pra me tornar assim... vivo.
Estou com você até quando durmo. Seu rosto é a obcessão da qual minha mente foi diagnosticada. Fecho os olhos e quase posso ouvir sua voz, sua doce e sincera voz. Cada segundo longe de você se converge em alimento para a saudade. Saudade que só diminui com seu abraço. Diminui, mas não morre. Impossível não ter saudades, não sentir falta. Troco qualquer dinheiro, qualquer bem, na verdade troco qualquer coisa... pelo seu beijo. Te amar não é só sentir, mas também é crescer. É aprender. Te amar é ter a chance de poder sorrir. É viver. E com você quero viver até que o tempo já não nos permita mais respirar, e quando essa hora chegar, continuarei te amando pra onde quer que minha alma viaje. E sem dúvida... estaremos juntos.
Aquele dia não terminou da melhor maneira para algumas interpretações. Mas sem ele, o que teria para ser? Eu nunca ia saber também, ninguem ia. Destino ou não... não existe caminho melhor do que aquele que não podemos manipular.
Um ano, seis meses e duas semanas. É o tempo que me conheço de verdade.
Sempre seu,
Eu-lírico.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Indecisão.
Como é ruim querer algo e não poder ter. Não me refiro à bens materiais. Conquistas às vezes impossíveis de se alcançar, e no final sobram apenas os sonhos para consolar. Talvez, pior do que nunca chegar lá seja poder alcançar com um "porém" embutido. Um "porém" sinônimo à escolha.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Sonho.
Estava sentada à frente dele, observando enquanto ele tirava algumas notas aleatórias do velho violão batido. Ele não toca pra muitas pessoas, na verdade ele não toca pra ninguém! Explica que aprendeu a tocar para ele, que é algo que o faz sentir bem, sendo assim não via sentido em ficar se exibindo por aí com o instrumento. Seu cabelo balançava de um forma hipnótica a cada acorde e de olhos fechados era como se tentasse entender o que as notas tinham para lhe dizer. Ficou assim por alguns minutos, sem de fato produzir uma melodia. Suas expressões me atraiam de tal forma que eu não era capaz de desviar o olhar e piscar não era uma tarefa tão fácil. Era como se algo houvesse dominado meu corpo, como se minha alma estivesse a mercê daqueles sons e movimentos. Então parou. Me olhou nos olhos por alguns instantes e então, sem dizer qualquer palavra, voltou a movimentar-se graciosamente. Dessa vez as notas juntaram-se em melodia. A música era linda mas simplesmente não conseguia prestar muita antenção. Ele estava tocando, e lá estava eu, a poucos passos, observando. Não tem como expressar uma explicação para as sensações. Não era algo normal, apesar de ser. O que era comum sem sua presença agora tinha se transformado em um conto de fadas, como se estivesse presa em um sonho. Um sonho do qual não quero acordar.
Trinta minutos.
Tudo pode acontecer em trinta minutos. Ele disse. Um avião pode cair e me antingir bem na cabeça. Como poderei saber como será daqui a trinta minutos?
O que sobraria dele para amar, se estivesse despedaçado. O que não tinha percebido até então que já não dependia mais dele. Nada mais podia fazer para evitar. Seu coração já havia sido consumido por aquele sentimento. Era como uma planta que crescia a cada dia e fazia com que seu coração se dilatasse. Mas, diferente de todos, ele se deu conta. Ela não era como as outras. Talvez nunca tivesse visto algo tão valioso e teve a feliz desgraça de sentir o mais poderoso dos sentimentos. E tornou-se escravo. Agora seus padrões se transformaram, suas perspectivas se tornaram poéticamente distorcidas e seus olhos têm um novo brilho. Seu coração já não bate mas como o de todos os outros, ele não respira, e não tem as mesmas sensações. Seu corpo agora se contempla em perfeita harmonia, os movimentos são macios e perfeitamente sincronizados.
E ela ainda pergunta: Você ainda vai me amar daqui a trinta minutos?
O que sobraria dele para amar, se estivesse despedaçado. O que não tinha percebido até então que já não dependia mais dele. Nada mais podia fazer para evitar. Seu coração já havia sido consumido por aquele sentimento. Era como uma planta que crescia a cada dia e fazia com que seu coração se dilatasse. Mas, diferente de todos, ele se deu conta. Ela não era como as outras. Talvez nunca tivesse visto algo tão valioso e teve a feliz desgraça de sentir o mais poderoso dos sentimentos. E tornou-se escravo. Agora seus padrões se transformaram, suas perspectivas se tornaram poéticamente distorcidas e seus olhos têm um novo brilho. Seu coração já não bate mas como o de todos os outros, ele não respira, e não tem as mesmas sensações. Seu corpo agora se contempla em perfeita harmonia, os movimentos são macios e perfeitamente sincronizados.
E ela ainda pergunta: Você ainda vai me amar daqui a trinta minutos?
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Minha Perfeição.
Escrito em 25/12/07 ás 21:43.
Sempre fui cheio de erros e imperfeições. Não sabia lidar com pessoas e situações. Era como uma rocha sem lapidação qualquer. Tudo que poderia me afetar eu preferia simplesmente ignorar. E por um tempo funcionou. As coisas que eram feitas por mim fazia sem pensar no que fosse vir, descartava a idéia de um "futuro" e não me importava pra qualquer consequência. Eu dizia que era feliz e que tudo estava certo, apesar de não estar. Não admitia qualquer fraqueza, e fazia tudo do meu jeito. Não estava aberto a opiniões, comentários e sugestões. Não havia "falhas", tudo era contornado e dava uma jeito de mudar o aspecto de "falha" para qualquer outra coisa. De certo modo, o tempo apenas me deteriorava. Até que... há exatos 4 meses, conheci a única luz que nunca se apagaria, e nela encontrei o que nunca mais iria encontrar. Nela encontrei minha perfeição.
Sempre fui cheio de erros e imperfeições. Não sabia lidar com pessoas e situações. Era como uma rocha sem lapidação qualquer. Tudo que poderia me afetar eu preferia simplesmente ignorar. E por um tempo funcionou. As coisas que eram feitas por mim fazia sem pensar no que fosse vir, descartava a idéia de um "futuro" e não me importava pra qualquer consequência. Eu dizia que era feliz e que tudo estava certo, apesar de não estar. Não admitia qualquer fraqueza, e fazia tudo do meu jeito. Não estava aberto a opiniões, comentários e sugestões. Não havia "falhas", tudo era contornado e dava uma jeito de mudar o aspecto de "falha" para qualquer outra coisa. De certo modo, o tempo apenas me deteriorava. Até que... há exatos 4 meses, conheci a única luz que nunca se apagaria, e nela encontrei o que nunca mais iria encontrar. Nela encontrei minha perfeição.
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