Foi por acaso que te conheci. Naquele dia ensolarado, apesar de não ser um dia tão comum, acordei a mesma hora que estava acostumado e também fiz as mesmas coisas de sempre. Apesar de dessa vez estar com uma ansiedade sussurrando no fundo do peito. Encontrei as mesmas pessoas no mesmo local. Como fizemos tantas outras vezes. Todos riam, conversavam, brincavam... Uma hora ou outra um se aquietava e por fim todos se concentravam e as coisas mais aleatorias passavam pela cabeça. Tudo como sempre foi. Normal pra quase todas as pessoas.
Foi quase que por acidente que te conheci. Lá estava eu, sorrindo, aproveitando o momento. Todos falavam comigo, eu era momentâneamente interessante. Os que não queriam dicas ou aprender a fazer as coisas que eu fazia eram aqueles que elogiavam, ou simplesmente os que se viam na necessidade de conversar, e aí papo fluía. Eu estava na cobertura do que parecia ser uma casa. E não foi por acidente que você subtamente roubou minha atenção e meu sorriso. Aconteceu algo que não sei ainda explicar. Você vinha, acompanhada. Meu olhos te seguiram por alguns segundos, ou talvez tenham sido alguns minutos, isolados de todas as pessoas, como se o tempo estivesse parado: A menina de jeans e allstar batido. Aquela com munhequeira xadrez vermelha e preta, usando óculos, franja jogada de lado cobrindo a testa. As boxexas coradas. O sorriso mais perfeito.
"Bi... Bi!". Foi como acordar de um sonho. Ainda não completamente situado olhei para o lado que a mão me puxava pelo ombro. O dono dela pronunciou várias palavras que por fim formaram frases. Frases das quais não faço idéia das letras que a constituíram. Totalmente sem sentido, como se pronunciadas em outra lingua. O sonho, pela primeira vez... era real.
Pode ter sido por acaso que nossos caminhos foram cruzados. Pode ter sido um acidente o simples fato da menina que eu conheci naquele dia, tão pouco fora do normal, ter simplesmente estado presente nos meus pensamentos desde então. Pode ter sido sem querer que me apaixonei. Mas com certeza não foi por acaso que aquele sorriso transformou-se parte do meu corpo. Não foi acidente quando minha alma se completou, se fundiu. Não é mais questão de querer, é simples e puramente questão de ser. E eu sou. Mas só sou pela menina que você é, a alma que me completa, a parte que faltava pra me tornar assim... vivo.
Estou com você até quando durmo. Seu rosto é a obcessão da qual minha mente foi diagnosticada. Fecho os olhos e quase posso ouvir sua voz, sua doce e sincera voz. Cada segundo longe de você se converge em alimento para a saudade. Saudade que só diminui com seu abraço. Diminui, mas não morre. Impossível não ter saudades, não sentir falta. Troco qualquer dinheiro, qualquer bem, na verdade troco qualquer coisa... pelo seu beijo. Te amar não é só sentir, mas também é crescer. É aprender. Te amar é ter a chance de poder sorrir. É viver. E com você quero viver até que o tempo já não nos permita mais respirar, e quando essa hora chegar, continuarei te amando pra onde quer que minha alma viaje. E sem dúvida... estaremos juntos.
Aquele dia não terminou da melhor maneira para algumas interpretações. Mas sem ele, o que teria para ser? Eu nunca ia saber também, ninguem ia. Destino ou não... não existe caminho melhor do que aquele que não podemos manipular.
Um ano, seis meses e duas semanas. É o tempo que me conheço de verdade.
Sempre seu,
Eu-lírico.
Foi quase que por acidente que te conheci. Lá estava eu, sorrindo, aproveitando o momento. Todos falavam comigo, eu era momentâneamente interessante. Os que não queriam dicas ou aprender a fazer as coisas que eu fazia eram aqueles que elogiavam, ou simplesmente os que se viam na necessidade de conversar, e aí papo fluía. Eu estava na cobertura do que parecia ser uma casa. E não foi por acidente que você subtamente roubou minha atenção e meu sorriso. Aconteceu algo que não sei ainda explicar. Você vinha, acompanhada. Meu olhos te seguiram por alguns segundos, ou talvez tenham sido alguns minutos, isolados de todas as pessoas, como se o tempo estivesse parado: A menina de jeans e allstar batido. Aquela com munhequeira xadrez vermelha e preta, usando óculos, franja jogada de lado cobrindo a testa. As boxexas coradas. O sorriso mais perfeito.
"Bi... Bi!". Foi como acordar de um sonho. Ainda não completamente situado olhei para o lado que a mão me puxava pelo ombro. O dono dela pronunciou várias palavras que por fim formaram frases. Frases das quais não faço idéia das letras que a constituíram. Totalmente sem sentido, como se pronunciadas em outra lingua. O sonho, pela primeira vez... era real.
Pode ter sido por acaso que nossos caminhos foram cruzados. Pode ter sido um acidente o simples fato da menina que eu conheci naquele dia, tão pouco fora do normal, ter simplesmente estado presente nos meus pensamentos desde então. Pode ter sido sem querer que me apaixonei. Mas com certeza não foi por acaso que aquele sorriso transformou-se parte do meu corpo. Não foi acidente quando minha alma se completou, se fundiu. Não é mais questão de querer, é simples e puramente questão de ser. E eu sou. Mas só sou pela menina que você é, a alma que me completa, a parte que faltava pra me tornar assim... vivo.
Estou com você até quando durmo. Seu rosto é a obcessão da qual minha mente foi diagnosticada. Fecho os olhos e quase posso ouvir sua voz, sua doce e sincera voz. Cada segundo longe de você se converge em alimento para a saudade. Saudade que só diminui com seu abraço. Diminui, mas não morre. Impossível não ter saudades, não sentir falta. Troco qualquer dinheiro, qualquer bem, na verdade troco qualquer coisa... pelo seu beijo. Te amar não é só sentir, mas também é crescer. É aprender. Te amar é ter a chance de poder sorrir. É viver. E com você quero viver até que o tempo já não nos permita mais respirar, e quando essa hora chegar, continuarei te amando pra onde quer que minha alma viaje. E sem dúvida... estaremos juntos.
Aquele dia não terminou da melhor maneira para algumas interpretações. Mas sem ele, o que teria para ser? Eu nunca ia saber também, ninguem ia. Destino ou não... não existe caminho melhor do que aquele que não podemos manipular.
Um ano, seis meses e duas semanas. É o tempo que me conheço de verdade.
Sempre seu,
Eu-lírico.
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